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10 de abr. de 2018

Temas de todas as Redações do ENEM

Confira a lista dos temas abordados nas provas de Redação do Exame Nacional do Ensino Médio.

Para se planejar para o futuro, olhar para o passado é fundamental. Por isso, listamos aqui os temas abordados nas últimas edições do Enem para te ajudar nessa prova que pode garantir a sua aprovação. Entre todas as provas aplicadas nesta avaliação, ela é a única em que as notas realmente valem de zero a 1000.


1998: Viver e aprender
1999: Cidadania e participação social
2000: Direitos da criança e do adolescente: como enfrentar esse desafio nacional
2001: Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?
2002: O direito de votar: como fazer dessa conquista um meio para promover as transformações sociais que o Brasil necessita?
2003: A violência na sociedade brasileira: como mudar as regras desse jogo
2004: Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de comunicação
2005: O trabalho infantil na sociedade brasileira
2006: O poder de transformação da leitura
2007: O desafio de se conviver com as diferenças
2008: Como preservar a floresta Amazônica: suspender imediatamente o desmatamento; dar incentivo financeiros a proprietários que deixarem de desmatar; ou aumentar a fiscalização e aplicar multas a quem desmatar.

15 de nov. de 2017

Redação do Enem 2017- Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil.


Olá galera, como no ano passado, esse ano tentei novamente o Exame Nacional do Ensino Médio ( no tempo que conclui nem se chamava assim, rss era segundo grau). Hoje vim trazer pra vocês a proposta do INEP e o tema foi : Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil. O tema foi bem surpreendente, tanto que apenas 53 alunos em todo país tiraram nota 1000. Eu consegui melhorar minha nota com relação a 2016; obtive um 720 na nota final, porém sei que preciso melhorar muito se quiser conseguir uma vaga na faculdade.
Acessei o site do Descomplica e trouxe um espelho pra vocês conferirem o tema
De acordo com o Artigo 6º da Constituição Federal de 1988, além de saúde, segurança, trabalho e moradia, a educação é direito social básico determinado e garantido a todos os cidadãos sem distinção de classe, credo e cor ou limitações neurológicas e físicas. Entretanto, algumas parcelas da população enfrentam obstáculos na prática dessa determinação. Nesse cenário, os surdos, representantes de uma dessas minorias, sofrem com a falta de instituições preparadas para recebê-los, além do despreparo de profissionais que atuam diretamente com o ensino.
Em primeiro plano, é necessário ressaltar a falta de infraestrutura das escolas e universidades para receber e acolher a demanda de alunos com deficiência auditiva. Tal aspecto é evidenciado pela falta de insumos governamentais e até mesmo privados voltados para esse campo. Isso resulta em um acesso limitado e, muitas vezes, inexistente na esfera educacional, e essa restrição acarreta não só o afastamento do ensino, mas também a segregação social, que pode contribuir para casos de humilhação e sensação de não pertencimento. Somado a isso, sabe-se que esse ambiente deve e pode garantir uma formação profissional que contribui para a inserção do indivíduo no mercado, e sua negação além de alienação é um ato inconstitucional.
Analogamente, os professores estão diretamente ligados a essa problemática já que são ferramentas ativas no processo de ensino. Dessa forma, é imprescindível que o docente tenha uma formação curricular que saia de uma formatação cristalizada e englobe a educação especial não só como uma disciplina eletiva, mas, de fato, elemento fundamental para a inclusão e transformação social do estudante. A surdez ainda é encarada como uma particularidade excludente do indivíduo, quando não deveria ser vista como uma característica de inferiorização.
Fica claro, portanto, que setores sociais precisam ser revistos para que se chegue a uma solução para um problema que é sistemático e continuado. Sendo assim, o Ministério da Educação deve investir nos institutos especiais e capacitar as escolas públicas para garantir a dissolução dos obstáculos logísticos de estrutura. Ademais, a formação do professor deve tratar o ensino de LIBRAS – segunda língua oficial do Brasil –  não como opção, mas como necessidade, e intérpretes devem ser contratados pelas escolas para acompanhar os alunos, garantindo interação, respeito e inclusão destes. A configuração do espaço escolar precisa ser alterada a fim de propiciar educação inclusiva: um professor capacitado e um ambiente preparado são capazes de agir como transformadores sociais.
Legal não? Esse aluno acabou dizendo tudo aquilo que gostaríamos de ter dito em nossas provas, rss mas "tá" valendo a experiência!
E é isso. O que acha que poderíamos fazer além do que se tem feito, para melhorar a qualidade educacional de Surdos no Brasil?
Se gostou, compartilhe e comenta!!
Um abraço!

7 de nov. de 2016

Redação do ENEM 2016 - "Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil"

Resultado de imagem para intolerância religiosa
No segundo dia de Provas do ENEM, todos desejavam ansiosamente conhecer o tema da tão afamada redação. Eu mesma, não me contive em "brechar" a prova enquanto o chefe de sala, colhia os dados biométricos dos participantes. Porém o Tema chocou toda sociedade: "Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil". Isso deu ao fato de que muitos dizem que não se discute sobre política, religião e futebol. Pensando assim estamos fadados a ignorar questões cruciais da nossa sociedade, onde preconceito e falta de cordialidade e respeito aos direitos humanos, andam de mãos dadas.

Não sei se fugi ao tema proposto, porque o tema por ser muito abrangente, não se pode debater em tão pouco espaço de tempo e em tão poucas linhas. Deixo aqui um chamado de atenção para que ser revista a questão de se colocar tantos conteúdos complexos em um mesmo dia de prova. Voltando ao assunto da redação, ela quis propor a sociedade, mecanismos para que se pudesse debater, discutir e encontrar soluções para o problema da Intolerância Religiosa.

Colhi na net uma proposta de texto encontrado no site Descomplica.
2 de nov. de 2016

ENEM - Texto dissertativo argumentativo


O texto dissertativo argumentativo tem como principais características a apresentação de um raciocínio, a defesa de um ponto de vista ou o questionamento de uma determinada realidade. O autor se vale de argumentos, de fatos, de dados, que servirão para ajudar a justificar as ideias que ele irá desenvolver. As três características básicas de um texto dissertativo são:

Apresentação do ponto de vista
Discussão dos argumentos
Análise crítica do texto

A diferença desse modelo para um texto narrativo, por exemplo, é que o texto narrativo descreve uma história, contendo alguns elementos importantes como personagens, local, tempo (intervalo no qual ocorreram os fatos), enredo (fatos que motivaram a escrita). O texto dissertativo, por outro lado, tem como objetivo defender um ponto de vista usando argumentos.

Uma redação dissertativa argumentativa pode ser escrita na terceira pessoa do plural (objetiva) ou na primeira pessoa do singular (subjetiva), veremos a seguir exemplos de cada uma delas:

Dissertação Objetiva

Na dissertação objetiva, o autor não se identifica com o leitor, já que os argumentos são expostos de forma impessoal. Isso, aliás, confere ao texto um ar de imparcialidade, embora se saiba que é a visão do autor que está sendo discutida. Esse procedimento faz o leitor aceitar mais facilmente as ideias expostas no texto.

Dissertação Subjetiva

No texto dissertativo subjetivo, o autor se mostra por meio do uso da primeira pessoa do singular (eu), evidenciando que os argumentos são resultados da opinião pessoal de quem escreve (não que no texto objetivo também não o sejam, afinal, a influência das ideias do autor estão presentes também neste último caso).

Vamos mostrar dois exemplos, o primeiro é um trecho de um texto objetivo e o segundo é um trecho de um texto subjetivo. Repare na diferença que existe entre os dois:

1) “Há tipos diferentes de ruínas. Mas elas são sempre resultado de uma demolição ou desconstrução de edificações. Existe um primeiro tipo que simboliza um tempo passado que evoluiu e foi deixando ruínas devido às mudanças dos gostos e da riqueza dos donos.”

2) “Não sou do tipo que se impressiona com boatos, mas não posso ficar indiferente aos últimos acontecimentos no cenário público do Brasil. Toda essa movimentação em torno dos casos de corrupção que assolam a nação me fez pensar sobre a importância da ética nas relações sociais em todos os níveis. Não quero me convencer de que um valor moral tão importante esteja sendo banido da sociedade, substituído pelo direito de garantia de privilégios pessoais a qualquer custo.”

Podemos notar claramente a diferença no uso da terceira e da primeira pessoa.

Na prática, escrever na primeira pessoa (eu/nós) dá origem a frases do tipo:

– “Precisamos estar conscientes da importância do cuidado ao meio ambiente”

– “Sabemos que o Brasil precisa de mudanças”

– “Tive bons professores, mas nem todo estudante tem esse privilégio”.

As mesmas frases acima escritas na terceira pessoa do plural ficariam:

– “É preciso estar consciente da importância do cuidado ao meio ambiente”

– “Sabe-se que o Brasil precisa de mudanças”

– “Alguns estudantes têm bons professores, mas nem todos têm esse privilégio”.

Repare que quando você escreve na terceira pessoa do plural, nunca utiliza os verbos conjugados pessoalmente (utilizando o “eu” ou o “nós”). As frases sempre ficam impessoais.

Essas duas maneiras de escrita são aceitas, mas é muito importante que você escolha e mantenha o mesmo estilo do início ao fim! Se você escolheu a escrita objetiva, não utilize a subjetiva e vice-versa. É muito comum misturar as duas coisas, a grande maioria dos candidatos mistura esses dois estilos ao longo do texto e são penalizados na nota por isso. Fique atento a esse detalhe. Sempre que você for escrever alguma frase, lembre-se de qual estilo você escolheu e seja fiel a ele até o fim!

O mais recomendado é que você escolha a terceira pessoa do plural, pois essa forma de escrever é mais informal e mais fácil de ser seguida com fidelidade. O texto objetivo também tem a vantagem de dar um aspecto de “autoridade” aos argumentos. Quando se opta pelo texto subjetivo, tem-se uma impressão de que tudo está somente de acordo com a opinião do autor, enquanto que no objetivo tem-se a impressão de que a opinião é de todos. Isso é o que fortalece o caráter objetivo.

Recomendamos também que você pratique suas redações utilizando sempre o mesmo estilo para se acostumar. Isso vai ajudar você a não misturar as coisas depois. Então comece a praticar desde já o texto objetivo para chegar no dia da prova afiado e não colocar traços subjetivos misturados.

Observação: Nas redações do ENEM, nao é permitido conversar com o leitor ou avaliador da prova, portanto a sua escrita precisa ser subjetiva para que não seja penalizado.


A Argumentação do Texto Dissertativo

Um texto argumentativo, como já comentamos, é aquele em que defendemos uma ideia, opinião ou ponto de vista, procurando fazer com que o leitor acredite nele. Para conseguir esse objetivo, utilizamos os argumentos.

A palavra ARGUMENTO tem uma origem curiosa: vem do latim ARGUMENTUM; significa: fazer brilhar, iluminar.

É fácil encontrar os argumentos de um texto, pois basta que se identifique a tese (ideia principal), para então fazer a pergunta “por quê”? Por exemplo: o autor é contra a pena de morte (tese). Porque… (argumentos).

Um bom texto dissertativo deve apoiar-se principalmente em uma boa argumentação (por isso o nome: dissertativo argumentativo). Para que isso ocorra, é preciso que se organizem as ideias que serão expostas. Mostraremos abaixo os tipos mais comuns de argumentos que podem ser utilizados em uma redação:

Tipos de argumentos

– Argumento de Autoridade: É aquele que se apoia no conhecimento de um especialista da área. É um modo de trazer para o texto o peso e a credibilidade da autoridade citada. Por exemplo: “Conforme afirma Bertrand Russel, não é a posse de bens materiais o que mais seduz os homens, mas o prestígio decorrente dela”.

– Argumento de consenso: Alguns enunciados não exigem a demonstração de um especialista para que se prove o conteúdo argumentado. Nesse caso, não precisamos citar uma fonte de confiança. Por exemplo: “O investimento na Educação é indispensável para o desenvolvimento econômico do país”. Repare que essa afirmação não precisa de embasamento teórico, pois é um consenso global.

– A Comprovação pela Experiência ou Observação: Esse tipo de argumentação é fundamentada na documentação com dados que comprovam ou confirmam sua veracidade. Por exemplo: “O acaso pode dar origem a grandes descobertas científicas. Alexander Flemming, que cultivava bactérias, por acaso percebeu que os fungos surgidos no frasco matavam as bactérias que ali estavam. Da pesquisa com esses fungos, ele chegou à penicilina”. Observe que, nesse caso, o argumento que validou a afirmação “O acaso pode dar origem a grandes descobertas” foi a documentação da experiência de Flemming.

– A Fundamentação Lógica: A argumentação nesse caso se baseia em operações de raciocínio lógico, tais como as implicações de causa e efeito, consequência e causa, etc. Por exemplo: “Ao se admitir que a vida humana é o bem mais precioso do homem, não se pode aceitar a pena de morte, uma vez que existe sempre a possibilidade de um erro jurídico que, no caso, seria irreparável”. Note que a ideia que o leitor tentou passar era: Não se pode aceitar a pena de morte. Para isso, foi mencionado o caso de falha humana na sentença, o que permitiu que se chegasse a tal conclusão.

Qualquer um desses tipos de argumentos citados é válido na construção de um texto argumentativo.

A título de nomenclatura, muitas provas de vestibulares e concursos utilizam o nome “texto dissertativo”, “texto argumentativo” ou ainda “texto dissertativo argumentativo”, mas todos se referem a esse mesmo padrão de texto que mencionamos nesse artigo.



1 de nov. de 2016

Modelo de Redação: Dengue, Zika, Chikungunya – por que o Brasil não consegue acabar com o Aedes Aegypti?


Nos últimos meses, a nação brasileira tem vivido um estado de verdadeira calamidade pública. Transmitidas pelo Aedes Aegypti, diversas doenças têm atormentado a população de nosso país, em especial as mulheres grávidas. De fato, muito mais do que apenas causar febre, cansaço ou mal estar, o mosquito está diretamente ligado ao enorme número de recém-nascidos com microcefalia. Tudo isso, para além das questões de ordem médica e biológica, tem levantado um importante problema social e político: a ineficiência do Brasil, depois de tantos anos, nessa luta.

Em entrevista coletiva, a presidente Dilma Rousseff confirmou a ideia do ministro da saúde e admitiu que “estamos perdendo a luta contra o mosquito”. Diante dessa situação de impotência, a justificativa mais imediata e tentadora é a de culpar o Estado. Seria natural apontar a incompetência do Poder Público na gestão das unidades de saúde, a corrupção que desvia dinheiro da área, a falta de apoio a importantes pesquisas voltadas para o combate ao mosquito. Nesse sentido, argumentos não faltariam para dar base à afirmação do Governo Federal. A questão é: estaria realmente aí o nó do problema?

Na verdade, a questão da saúde não está na simples ineficiência do Estado, mas na ideia de que cabe ao Poder Público resolver tudo. De fato, criou-se a convicção de que os serviços deveriam ser garantidos a todos de forma gratuita e de qualidade. Idealmente, o setor privado se tornaria supérfluo pela completa eficiência do SUS. Na prática, uma vez que esse mundo utópico nunca se realiza, o que paira no ar é a certeza de que o governo deve absorver o máximo possível dos serviços e, portanto, de que cabe ao Estado fazer de tudo para que o mosquito não se alastre.

Essa centralização da saúde no poder público, porém, é inaceitável: ela sufoca a iniciativa da sociedade civil e a deixa refém de burocratas do Estado. Com efeito, embora seja crucial que o Estado realize políticas públicas de saúde, tais ações sempre terão um caráter subsidiário, complementar. O poder político só deve pôr as mãos naquilo que a sociedade civil não dá conta por si só.

É evidente, portanto, que a maneira eficaz de combater o mosquito não está em exigir que o Estado concentre todos os esforços, mas sim garantir meios para que os cidadãos assumam o protagonismo nesta luta. Isso pode ser conseguido ensinando técnicas de combate ao mosquito em cada casa, criando programas de subsídio para que os planos de saúde forneçam serviços a populações carentes, estabelecendo parcerias público-privadas, e premiando com quantia significativa os pesquisadores que obtiverem comprovado sucesso no estudo do Aedes Aegypti. A curto prazo, a ação direta do Estado é essencial, mas, no médio e longo prazo, só o protagonismo da sociedade civil pode render frutos.

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